segunda-feira, 6 de julho de 2009

"Fídias na arte universal" – por Anselmo Picardi

Fídias mostrando o Friso do Partenon aos amigos por Sir Lawrence Alma-Tadema.

Fídias, sua arte e a sua filosofia

A escultura filosófica nasce com a liberdade e morre por ela. Somente dentro do universo da liberdade o homem animará a lei, constituirá a sua ciência e a vida de sua emoção encontrará em seu espírito o auge do movimento contínuo que o liga ao conjunto de todas as coisas. Fídias olhou para a vida com simplicidade.

E o que da vida pôde ver desenvolveu nele uma inteligência tão lúcida das relações que produzem no artista, sua unidade e sua continuidade que os espíritos generalizados puderam extrair de seu trabalho os elementos do método de que resultou o mundo moderno.

Fídias encontrou em Anaxágoras, em suas preleções, as relações misteriosas que dão vida às idéias. E nessa materialização formou Sócrates e Platão na mais humana, na mais verídica das linguagens. A ciência escultórica que não compete copiar as formas, e sim estabelecer os planos que revelam a lei estrutural profunda de suas condições, aonde se encontra constituída.

Na arte de Fídias tudo se relaciona. A evolução plástica e a evolução moral ascendem num mesmo e puro fluxo: “Se damos aos Deuses a forma humana é por desconhecermos forma mais perfeita”.



Fídias (Atenas, c. 490 – Olímpia ?, c. 430) foi um célebre escultor da Grécia Antiga, cuja biografia é cheia de lacunas e incertezas. O que se tem como certo é que ele foi o autor de duas das mais famosas estátuas da Antiguidade, a Athena Parthenos e o Zeus Olympeios, e que sob a proteção de Péricles, encarregou-se da supervisão de um vasto programa construtivo em Atenas, concentrado na reedificação da Acrópole, devastada pelos persas em 480 a.C.
Nenhuma de suas obras originais sobreviveu até o presente, salvo os grupos escultóricos do Partenon, mas não se sabe em que extensão ele participou pessoalmente na execução final.


Anaxágoras de Clazómenas (Lãmpsaco, 428 a.C), filósofo grego do período pré-socrático. Nascido em Clazômenas, na Jônia, fundou a primeira escola filosófica de Atenas, contribuindo para a expansão do pensamento filosófico e científico que era desenvolvido nas cidades gregas da Ásia. Era protegido de Péricles que também era seu discípulo. Em 431 a.C. foi acusado de impiedade e partiu para Lâmpsaco, uma colônia de Mileto, também na Jônia, e lá fundou uma nova escola.
Escreveu um tratado aparentemente pequeno intitulado Sobre a natureza, em que tentava conciliar a existência do múltiplo frente à crítica de Parmênides e sua escola, conhecida como "Eleatas". Parmênides havia concebido o ser como o princípio absoluto de tudo o que é, identificando o ser com o Uno imutável.



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